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Técnicas Modernas e Humanizadas no Manejo

 




Como Mochar Bezerros Sem Dor: Técnicas Modernas e Humanizadas no Manejo

Por que mochar os bezerros é essencial para o bem-estar e produtividade do rebanho?

O desmoche (ou mocho) é uma prática comum na pecuária de corte e leite, que visa remover ou inibir o crescimento dos chifres nos bezerros. Essa técnica é essencial para:

  • Evitar ferimentos no rebanho
  • Facilitar o manejo e transporte dos animais
  • Melhorar o bem-estar e segurança dos vaqueiros
  • Reduzir perdas econômicas por lesões

Porém, é fundamental que essa prática seja feita de forma ética, rápida e com o mínimo de estresse possível para o animal.

Métodos mais utilizados para mochar bezerros

Existem diferentes formas de mochar um bezerro, e a escolha depende da idade do animal, da estrutura da propriedade e do conhecimento técnico da equipe.

1. Mocho térmico (ferro quente)

O método mais tradicional. Utiliza-se um ferro aquecido para cauterizar a base do botão córneo. É eficaz, mas precisa ser feito até os 45 dias de vida e com muito cuidado para evitar dor e infecções.

2. Mocho cirúrgico

Consiste na retirada do botão córneo com bisturi ou alicate. Mais invasivo e arriscado, geralmente usado em animais mais velhos. Requer cuidados rigorosos com a higiene e uso de anestesia e antibióticos.

3. Pomadas químicas (descorna química)

Cada vez mais populares, as pomadas de mocho são práticas e menos traumáticas. Indicadas para bezerros de até 7 dias, atuam inibindo o crescimento do chifre de forma segura e indolor quando aplicadas corretamente.

Vantagens da desmama precoce com mocho químico

  • Aplicação rápida e sem sofrimento
  • Não precisa de equipamentos caros
  • Menos estresse para o bezerro e o produtor
  • Redução do risco de infecções
  • Recuperação rápida do animal

Como aplicar a pomada para mochar: passo a passo seguro

  1. Escolha o momento ideal: até 5-7 dias de vida do bezerro.
  2. Localize o botão córneo: geralmente visível como um calombinho na testa.
  3. Raspe suavemente o local, se necessário, para melhor aderência.
  4. Aplique a pomada diretamente no botão, com cuidado para não espalhar.
  5. Isole o animal por algumas horas para evitar contato com outros bezerros e possíveis lambidas.

⚠️ Importante: Sempre utilize luvas e leia a bula da pomada. A aplicação correta garante o sucesso do procedimento e evita complicações.

Pomada Bovicor: solução prática, segura e aprovada por produtores

Se você busca uma forma eficaz, econômica e indolor para mochar seus bezerros, a Bovicor é a escolha ideal. Desenvolvida com ativos seguros e de fácil aplicação, a pomada Bovicor tem ganhado destaque entre pecuaristas que valorizam o bem-estar animal sem abrir mão da produtividade.


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Guzerá: A Raça Zebuína que Une Força, Leite e Rusticidade

 




Descubra por que o Gado Guzerá é uma das melhores opções para produtores de corte e leite no Brasil

O gado Guzerá é uma das raças zebuínas mais completas do mundo. Reconhecida por sua resistência, produtividade e dupla aptidão, a raça conquistou espaço em diversos sistemas produtivos brasileiros, sendo destaque tanto na pecuária de leite quanto na de corte.

Se você é produtor rural ou apaixonado pelo mundo agro, venha conhecer as principais vantagens do Guzerá, suas características e por que ele pode ser uma excelente escolha para sua propriedade!


Características do Gado Guzerá

Origem e História da Raça Guzerá

O Guzerá tem origem na Índia e foi uma das primeiras raças zebuínas a ser introduzida no Brasil, no final do século XIX. Seu nome vem da região de Gujarat, de onde os primeiros exemplares foram importados.

Com o tempo, foi adaptado ao clima tropical brasileiro, desenvolvendo alta rusticidade, resistência a parasitas, e excelente desempenho produtivo mesmo em ambientes adversos.

Morfologia e Aparência

  • Pelagem cinza clara ou escura (alguns exemplares vermelhos)
  • Chifres grandes e curvados
  • Estrutura óssea forte
  • Tamanho médio a grande
  • Excelente conformação muscular

 Desempenho Leiteiro e de Corte

Guzerá Leiteiro

O Guzerá leiteiro é uma das opções mais buscadas para quem deseja um rebanho resistente e produtivo:

  • Produção média entre 2.000 e 4.000 litros por lactação
  • Alta persistência de lactação
  • Ótima adaptação ao manejo extensivo
  • Leite com bom teor de sólidos

Além disso, vacas Guzerá são muito usadas em cruzamentos com raças taurinas e zebuínas para gerar fêmeas Girolando, com destaque para rusticidade e produtividade.

Guzerá de Corte

No corte, o Guzerá impressiona:

  • Ganho de peso eficiente
  • Precocidade reprodutiva
  • Alto rendimento de carcaça
  • Carne de boa qualidade, com pouca gordura e boa cobertura muscular

Os bezerros Guzerá têm alta valorização no mercado, especialmente pelo desempenho em sistemas de cria e recria no pasto.


Vantagens do Gado Guzerá na Pecuária Brasileira

  • Alta resistência a carrapatos e doenças tropicais
  • Fêmeas com fertilidade e longevidade produtiva
  • Fácil adaptação a diversos climas e altitudes
  • Ideal para sistemas de produção sustentáveis
  • Excelente para cruzamentos industriais

 Cruzamento do Guzerá: Genética que Agrega Valor

O Guzerá é amplamente utilizado em programas de melhoramento genético devido à sua base zootécnica sólida. Cruzamentos com raças como Holandês, Gir, Nelore e até europeias resultam em animais de alta heterose, ou seja, mais produtividade, resistência e desempenho.


FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Gado Guzerá

 O que é gado Guzerá?

É uma raça zebuína originária da Índia, com dupla aptidão (corte e leite), alta rusticidade e produtividade.

O Guzerá é bom para produção de leite?

Sim! O Guzerá leiteiro pode produzir entre 2.000 e 4.000 litros por lactação, com alta persistência e adaptação ao calor.

 É possível cruzar Guzerá com outras raças?

Sim. O cruzamento do Guzerá com outras raças zebuínas ou taurinas é muito comum, melhorando características como rusticidade, ganho de peso e produtividade leiteira.

 Quais as principais vantagens do Guzerá?

Rusticidade, resistência a doenças, versatilidade produtiva, longevidade e bom desempenho em sistemas de pasto.

 Qual é o preço de um bezerro Guzerá?

Depende da genética, da região e do sistema de criação. Bezerros Guzerá de qualidade genética podem custar de R$ 3.000 a R$ 7.000 ou mais.



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12 de Julho – Conheça o Dia do Produtor de Leite e Sua Importância no Agro

 




12 de Julho – Dia do Produtor de Leite: A Força do Campo Que Nutre o Brasil

Homenagem ao Produtor de Leite: Pilar da Agropecuária Brasileira

No dia 12 de julho, comemoramos o Dia do Produtor de Leite, uma data que homenageia homens e mulheres que se dedicam diariamente à produção de um dos alimentos mais nutritivos e importantes da nossa mesa: o leite. Esses profissionais são verdadeiros heróis do campo, responsáveis por movimentar a economia rural e alimentar milhões de brasileiros.

A Importância do Produtor de Leite para o Brasil

A pecuária leiteira é uma das atividades mais tradicionais do agronegócio nacional. O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com destaque para estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. O trabalho do produtor de leite envolve muito mais do que a ordenha diária — ele precisa lidar com o manejo do rebanho, qualidade do pasto, sanidade animal, além de desafios climáticos e de mercado.

Um Dia de Reconhecimento e Valorização

O Dia do Produtor de Leite foi criado para reconhecer a dedicação de quem levanta cedo, enfrenta o frio, o calor e a chuva para garantir um alimento saudável e essencial. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre a valorização do campo, a qualidade de vida no meio rural e os investimentos necessários para melhorar a produtividade e sustentabilidade da atividade.

Desafios e Inovações na Produção Leiteira

Os produtores enfrentam desafios como o aumento no custo da ração, a oscilação dos preços pagos pelo litro de leite, e a necessidade de adotar tecnologias no campo, como a inseminação artificial, ordenha mecanizada, e o uso de probióticos para bezerros e melhoramento genético.

Ao mesmo tempo, o setor evolui com novas raças leiteiras como o Girolando, Gir Leiteiro e o cruzamento com o Pardo Suíço, além de pastagens mais resistentes como o Tifton 85.

Vacada Boa Parabeniza o Produtor de Leite



Aqui no blog Vacada Boa, nossa missão é valorizar o homem do campo. Neste 12 de julho, deixamos o nosso agradecimento e respeito a todos os produtores de leite do Brasil. Sem vocês, o país não se move. Leite é vida, é nutrição, é força — e por trás de tudo isso, está o seu trabalho!


Perguntas Frequentes (FAQ)

✅ Por que o dia 12 de julho é o Dia do Produtor de Leite?
A data foi escolhida para homenagear a importância econômica e social da atividade leiteira no Brasil.

✅ Qual a maior bacia leiteira do Brasil?
A maior produção está em Minas Gerais, conhecida como a capital do leite no país.

✅ Como melhorar a produção leiteira no campo?
Investindo em genética, manejo de pastagens, sanidade animal e bem-estar do rebanho. 

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Manejo de Pastagens no Inverno: Como Manter o Capim Produtivo na Seca



Como manter a pastagem produtiva nos meses mais secos



O inverno no Brasil, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, costuma trazer temperaturas mais baixas e redução significativa das chuvas. Isso afeta diretamente a produtividade das pastagens, podendo comprometer o desempenho do rebanho. Mas com um bom manejo de pastagens no inverno, é possível garantir alimento de qualidade mesmo nos meses mais secos.

Neste artigo, você vai entender quais práticas adotar para proteger o pasto, manter a nutrição dos animais e atravessar a estação fria sem prejuízos.

Dicas de manejo, irrigação e escolha de forrageiras resistentes

1. Planejamento estratégico é a chave

O primeiro passo para um bom manejo de pastagem no inverno começa no verão e outono. Um planejamento forrageiro bem feito prevê o uso racional das áreas e o preparo do solo para enfrentar a seca. Rotacionar o pastejo e evitar superpastejo são práticas fundamentais para preservar a estrutura do capim.

2. Escolha de forrageiras adaptadas ao frio

Nem todo capim suporta bem o frio. Por isso, apostar em espécies forrageiras resistentes ao inverno pode ser a diferença entre sucesso e prejuízo. Algumas opções indicadas são:

  • Azevém (Lolium multiflorum) – Ideal para regiões de clima mais frio e úmido.
  • Aveia preta (Avena strigosa) – Excelente alternativa de rápido crescimento e boa aceitação pelos animais.
  • Capim Tifton 85 – Apesar de sofrer com geadas, é uma ótima opção se houver irrigação.
  • Capim Coastcross e Capim Aruana – Mostram boa persistência mesmo com o estresse hídrico.

3. Uso da irrigação em pastagens

A irrigação pode ser uma aliada estratégica nas áreas mais secas do país. Ainda que não seja viável em toda a propriedade, sistemas localizados ou aspersão podem manter pequenas áreas verdes para pastejo rotacionado durante o inverno. Isso ajuda a aliviar a pressão sobre outras áreas.

4. Suplementação e conservação de forragem

Para garantir a nutrição dos animais, é essencial utilizar reservas como:

  • Silagem de milho ou sorgo
  • Feno de capim
  • Ensilagem de capim elefante
  • Cana-de-açúcar com ureia

Esses recursos devem ser bem armazenados durante os períodos de alta produtividade e utilizados estrategicamente no inverno.

5. Controle de plantas invasoras

Com o enfraquecimento das forrageiras no inverno, as plantas invasoras podem dominar áreas da pastagem. O monitoramento constante e, se necessário, o uso de herbicidas seletivos ajudam a manter a área limpa para a rebrota no período das águas.

Conclusão

Com planejamento, escolha adequada de forrageiras e suplementação estratégica, o produtor pode atravessar o inverno sem comprometer a produção de carne ou leite. O segredo está em conhecer bem o seu solo, o clima da região e adaptar o manejo de forma preventiva.


👉 Veja como cuidar do seu pasto no frio e garantir nutrição para o rebanho!
Acompanhe mais dicas no Vacada Boa e compartilhe esse conteúdo com outros produtores que enfrentam os desafios do inverno no campo.



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Touro ou Inseminação Artificial: Qual o Melhor para Aumentar a Prenhez do Rebanho?




🐮 Touro ou Inseminação Artificial: Qual a Melhor Escolha para sua Fazenda?

 Touro ou Inseminação Artificial? Entenda as Diferenças e Escolha com Segurança

Introdução – O dilema reprodutivo do produtor rural

Na hora de aumentar a produtividade do rebanho, uma dúvida surge para muitos pecuaristas: investir em um touro ou partir para a inseminação artificial (IA)? Ambas as estratégias têm vantagens e desafios, e a escolha depende de fatores como escala da fazenda, estrutura disponível, objetivo genético e até mesmo clima.


 Monta Natural com Touro – Simplicidade e menor custo inicial


A monta natural, feita com touro reprodutor, é a forma mais tradicional e direta de reprodução no campo.
Principais vantagens:

  • Ideal para pequenas propriedades com poucos animais;
  • Não exige estrutura complexa nem mão de obra treinada;
  • Ciclo reprodutivo natural e menos intervenção humana.

Desvantagens:

  • Risco de doenças venéreas se o touro não for testado;
  • Limitação genética: o touro cobre apenas um número limitado de vacas;
  • Manutenção e alimentação do touro ao longo do ano.

Inseminação Artificial – Tecnologia e genética de ponta

A Inseminação Artificial (IA) tem avançado muito nos últimos anos, especialmente com técnicas como a IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).

Vantagens da IA:

  • Acesso à genética de touros campeões e avaliados;
  • Melhora genética acelerada do rebanho;
  • Controle sanitário superior (evita doenças reprodutivas);
  • Mais vacas podem ser inseminadas por ciclo.

Desvantagens:

  • Exige conhecimento técnico ou apoio de um veterinário;
  • Custo com hormônios e mão de obra especializada;
  • Requer planejamento e estrutura mínima (curral, manejo, identificação das vacas).

 Quando escolher cada um?

Situação da Fazenda Melhor Opção
Pequeno rebanho e baixa estrutura Touro
Foco em melhoramento genético Inseminação
Busca por padronização do rebanho Inseminação
Manejo simples e tradicional Touro
Alta taxa de prenhez e organização Inseminação (com IATF)

 Custo-benefício – o que compensa mais a longo prazo?

Apesar do custo inicial da inseminação ser maior, a IA entrega um retorno genético e produtivo muito mais rápido, especialmente se você busca leite, carne ou precocidade reprodutiva.

Já o touro tem um custo mais baixo de implantação, mas fica limitado a poucos anos de uso e a um rebanho pequeno.


 Conclusão – Decida com estratégia

A melhor escolha depende do seu objetivo produtivo e da realidade da sua fazenda. Muitos produtores optam por um sistema misto, utilizando touro em parte do rebanho e IA nas vacas de maior valor genético.


 FAQ – Perguntas Frequentes

1. A inseminação artificial tem mais chance de prenhez que o touro?
Depende do manejo. Em rebanhos bem conduzidos, a IATF pode alcançar taxas de prenhez entre 50% e 60%, muito próximo ou superior ao desempenho de alguns touros.

2. Posso fazer inseminação em vacas de primeira cria?
Sim! Desde que estejam em boas condições corporais e sejam bem manejadas, podem ser inseminadas com segurança.

3. Preciso descartar o touro se começar a inseminar?
Não necessariamente. Muitos produtores mantêm touros para repasse ou em rebanhos que não participam da IATF.

4. Quantas vacas um touro cobre por estação?
Um touro bem avaliado cobre de 25 a 40 vacas por estação, dependendo da idade e da rusticidade.



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Girolando: A Raça Leiteira Ideal para o Brasil e os Trópicos – Rusticidade e Alta Produção de Leite

 




Girolando: O Gado do Brasil e dos Trópicos

O Girolando é muito mais do que uma raça leiteira: é um verdadeiro símbolo da pecuária brasileira. Com rusticidade, alta produção de leite e adaptação ao calor tropical, essa raça híbrida caiu no gosto dos produtores de leite de norte a sul do país.

Neste artigo, você vai entender por que o Girolando é o gado ideal para os trópicos e descobrir como ele pode transformar os resultados da sua fazenda.

O que é o Gado Girolando?

O Girolando é uma raça sintética formada pelo cruzamento entre o gado Gir (zebuíno, rústico e tropical) e o gado Holandês (taurino, de alta produção leiteira). O objetivo é unir o melhor dos dois mundos: produtividade com resistência ao calor e doenças tropicais.

Por que o Girolando é o Gado dos Trópicos?

1. Adaptação ao Clima Quente

O Girolando suporta altas temperaturas e umidade com facilidade, algo que vacas puramente holandesas não conseguem. Isso significa menos estresse térmico e mais produção de leite em regiões quentes.

2. Rusticidade e Longevidade

Essa raça é mais resistente a carrapatos, doenças tropicais e condições de pastagem extensiva. Além disso, possui boa fertilidade e longevidade produtiva.

3. Produção de Leite Acima da Média

Vacas 3/4 Girolando (75% Holandês x 25% Gir) são capazes de produzir entre 20 a 35 litros de leite por dia, dependendo do manejo, com a vantagem de serem menos exigentes que as vacas puras holandesas.

4. Facilidade de Manejo e Temperamento

O Girolando tem temperamento mais dócil, facilitando o manejo em sistemas familiares e profissionais. Isso reduz acidentes e melhora o bem-estar animal.


Sistema de Cruzamento e Gradações do Girolando

As principais composições genéticas do Girolando são:

  • 1/2 Holandês x 1/2 Gir (50%)
  • 3/4 Holandês x 1/4 Gir (75%) – Mais produtiva
  • 5/8 Holandês x 3/8 Gir (62,5%)
  • 7/8 Holandês x 1/8 Gir (87,5%) – Muito leiteira, menos rústica
  • 3/8 Holandês x 5/8 Gir (37,5%) – Mais rústica

Essa flexibilidade permite ao criador ajustar a genética de acordo com o sistema de produção da fazenda.


Girolando e a Pecuária Brasileira



Mais de 80% do leite produzido no Brasil vem de vacas mestiças, principalmente Girolando. O sucesso da raça é tão grande que já ultrapassou fronteiras, sendo exportada para países da América Latina e África.

O Programa Nacional de Melhoramento do Girolando, com apoio da Embrapa, vem selecionando animais mais produtivos e adaptados ao nosso clima, elevando ainda mais o padrão da raça.


FAQ – Perguntas Frequentes sobre o Gado Girolando

Qual é a origem do Girolando?

A raça surgiu no Brasil a partir do cruzamento entre o Gir Leiteiro e o Holandês, com o objetivo de criar uma vaca leiteira produtiva e adaptada ao clima tropical.


Quanto leite produz uma vaca Girolando?

Depende da composição genética e do manejo. Vacas 3/4 produzem entre 20 e 35 litros por dia, podendo ultrapassar esse número com dieta balanceada e conforto térmico.


O Girolando pode ser criado a pasto?

Sim! É uma das maiores vantagens da raça. Vacas Girolando se adaptam bem ao pastejo rotacionado, com menor necessidade de concentrado em relação a vacas puras holandesas.


Qual o melhor grau de sangue do Girolando para minha fazenda?

  • 3/4 – Para maior produção de leite e manejo semi-intensivo
  • 1/2 ou 5/8 – Para sistemas mais rústicos, com menos custo
  • 7/8 – Ideal para sistemas intensivos, com bom conforto térmico

O Girolando serve para corte?

Embora seja voltado à produção leiteira, os machos podem ser usados para corte com bom rendimento, principalmente se houver suplementação.


Conclusão: Por que Investir no Girolando?



Se você quer vacas produtivas, resistentes ao clima do Brasil e de fácil manejo, o Girolando é a escolha certa. Com o avanço da genética e boas práticas de manejo, essa raça garante leite na medida certa para quem vive nos trópicos.



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Doença do Olho Branco

 




👁️ Cerato Conjuntivite Bovina: Como Proteger Seus Animais da “Doença do Olho Branco”

O Que é Cerato Conjuntivite Bovina?

A cerato conjuntivite infecciosa bovina (CCIB), também conhecida como doença do olho branco, é uma enfermidade ocular altamente contagiosa que afeta bovinos, principalmente em épocas quentes e secas. Causada pela bactéria Moraxella bovis, essa infecção pode levar à cegueira parcial ou total se não tratada rapidamente.

Ela atinge tanto bezerros quanto animais adultos e compromete não apenas a qualidade de vida dos bovinos, mas também reduz o ganho de peso, afeta a produção leiteira e aumenta os custos com tratamentos e manejo.


Quais os Principais Sintomas da Cerato Conjuntivite?

Os sintomas podem variar conforme o estágio da infecção, mas os mais comuns incluem:

  • Lacrimejamento excessivo;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Secreção amarelada ou purulenta;
  • Opacidade na córnea (olho branco);
  • Úlcera na superfície do olho.

Em muitos casos, os animais atingidos se isolam do rebanho e evitam se alimentar, o que compromete o desempenho produtivo.


Como a Doença é Transmitida?

A cerato conjuntivite se espalha rapidamente por contato direto e principalmente por moscas que pousam nos olhos dos animais, agindo como vetores. Por isso, controle de ectoparasitas é fundamental para prevenir surtos.

Outros fatores que favorecem o surgimento da doença incluem:

  • Poeira em excesso;
  • Raios solares intensos;
  • Lesões causadas por pastagens ásperas;
  • Ambientes secos e com aglomeração de animais.

Como Tratar a Cerato Conjuntivite nos Bovinos?

O tratamento envolve principalmente o uso de antibióticos específicos, geralmente por via ocular (colírios ou pomadas) ou injetável, dependendo da gravidade. Em casos mais severos, pode ser necessário o tampão ocular, para proteger o olho enquanto cicatriza.

Dica de manejo: Isolar o animal doente e oferecer sombra, água limpa e alimentação adequada acelera o processo de recuperação.


Como Prevenir a Cerato Conjuntivite Bovina?

Prevenção é sempre o melhor remédio. Veja algumas práticas eficientes:

  • Controle rigoroso de moscas com produtos específicos;
  • Evitar superlotação em piquetes e currais;
  • Fornecer sombra natural ou artificial;
  • Cuidar da limpeza dos bebedouros e cochos;
  • Fazer inspeções visuais frequentes nos olhos do rebanho.

Vacinas comerciais contra Moraxella bovis também estão disponíveis e são recomendadas em propriedades com histórico recorrente da doença.


Cerato Conjuntivite Prejudica o Bolso do Produtor

Além do bem-estar animal, a CCIB representa prejuízo direto para o produtor rural:

  • Redução na produção leiteira e ganho de peso;
  • Aumento nos custos com medicamentos e manejo;
  • Risco de perda de valor de mercado do animal;
  • Gastos com mão de obra para tratamentos.

Investir em prevenção é investir em produtividade!


FAQ – Perguntas Frequentes sobre Cerato Conjuntivite em Bovinos

A cerato conjuntivite é zoonose?
Não. Essa doença não é transmitida para humanos.

Quantos dias leva para o bovino se recuperar?
Com tratamento adequado, a recuperação pode ocorrer entre 5 e 10 dias.

O uso de tampão no olho é obrigatório?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado nos casos graves para acelerar a cicatrização.

Posso usar tratamento caseiro?
Evite. Soluções caseiras podem agravar o quadro. Procure sempre um médico veterinário.


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