Qualidade do Leite: Como Reduzir CCS e CBT em 2026 e Ganhar Bônus da Indústria

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  Qualidade do leite: como elevar CCS e CBT consistentemente e ganhar bônus da indústria em 2026 Por um especialista com mais de 15 anos na pecuária leiteira brasileira. Imagine aumentar em R$ 0,08 a R$ 0,15 por litro o valor recebido pelo seu leite apenas melhorando a qualidade. Para uma fazenda de 100 vacas produzindo 1.500 litros/dia, isso representa mais de R$ 4.500 a R$ 6.750 extras por mês . Em 2026, quem entrega leite com CCS abaixo de 200 mil e CBT abaixo de 50 mil está faturando bem mais. O que são CCS e CBT? Tabela de limites e bonificações em 2026 A Contagem de Células Somáticas (CCS) mede a saúde do úbere e indica mastite subclínica. A Contagem Bacteriana Total (CBT) reflete a higiene da ordenha, equipamentos e resfriamento. Tabela de referência IN 76/2018 e bonificações típicas 2026 Parâmetro Limite Máximo Legal Meta Recomendada Bonificação Típica ...

Endometrite.


 Endometrite Crônica: formas de diagnóstico e tratamento

A endometrite é uma inflamação uterina, que pode se manifestar de maneira aguda ou crônica. Nesse texto, conheça um pouco mais sobre a forma crônica, meios de diagnóstico e tratamento.

 Introdução 

As enfermidades que acometem o sistema reprodutor dos bovinos leiteiros geralmente são responsáveis por grandes perdas econômicas. Fatores como queda na produção leiteira e aumento considerável nos intervalos entre partos e no descarte dos animais representam alguns impactos negativos na atividade (HUSZENICZA et al., 1999; LEBLANC et al., 2002a; SHELDON et al., 2009). Nessa perspectiva, uma das doenças mais prevalentes no rebanho, atingindo 10 a 20% dos animais, é a endometrite (LEBLANC, 2008).

 

Endometrite Aguda 

 

                Endometrite aguda, também chamada de metrite, consiste em uma inflamação, de curso agudo, que envolve toda a parede do útero, comprometendo principalmente o endométrio (SANTOS; ALESSI, 2017). Sua ocorrência é muito comum entre as duas primeiras semanas pós-parto e geralmente está associada a problemas como distocia, retenção de placenta e aborto (SMITH, 2006).

Os principais sinais clínicos são: descarga uterina fétida de coloração vermelha-acastanhada e febre (>39,5ºC). Em casos mais graves, podem surgir sinais como: queda da produção de leite, inapetência, desidratação e toxemia (DRILLICH et al., 2001; SHELDON et al., 2006).

 Endometrite Crônica 

Para conceituar a endometrite crônica é necessário tratar sobre a forma aguda. A apresentação aguda ocorre logo após o parto apresentando os sinais clínicos da inflamação como, dor, rubor, calor, inapetência. Em contrapartida, a forma crônica, que geralmente é consequência da aguda, surge incialmente de maneira silenciosa, o que exige atenção ainda maior. Os sinais clínicos da forma crônica frequentemente ocorrem depois da regressão uterina. Os mais característicos são: repetição de cio e presença de muco turvo.

 

 Como é feito o diagnóstico?

                O diagnóstico pode ser feito através do exame vaginal, focando na detecção da secreção anormal purulenta ou mucopurulenta na vagina e na cérvix (BRETZLAFF, 1987; LEBLANC et al., 2002a). Dentre os principais métodos podemos citar o de referência (Vaginoscopia, usando o espéculo vaginal) ou a coleta e análise de muco pelo uso de um equipamento chamado Metricheck.

Outra possibilidade está no uso da ultrassonografia, no intuito de checar a presença de conteúdo no lúmen uterino e suas características (KASIMANICKAM et al., 2004; BARLUND et al., 2008). É importante mencionar que quanto maior a quantidade de muco presente, maior é o grau da contaminação bacteriana (KASIMANICKAM et al., 2004). Algumas análises laboratoriais podem ser feitas através da coleta de conteúdo uterino ou por biópsias endometriais, especialmente em momentos pelos quais a avaliação clínica não é suficiente para detecção de alterações.

Figura 1: Sistema de escore para endometrite crônica: 0 – Muco vaginal característico de cio (claro ou translúcido), 1 – (muco contendo flocos de branco ou pus esbranquiçado), 2 – (exsudato contendo <50% material quase branco ou branco mucopurulento),
3 – (exsudato contendo >50% de material
purulento, usualmente branco ou amarelo.
SHELDON et al. (2006).

 

 Protocolo de Tratamento 

                Em geral, o tratamento da endometrite crônica visa a redução da carga bacteriana, aumento das defesas uterinas e dos mecanismos de reparo, para desta maneira controlar as alterações inflamatórias que prejudicam a fertilidade (LEBLANC et al., 2002b). Em suma, o protocolo consiste na remoção de conteúdo purulento, através da curetagem química, administração de antimicrobianos e a indução do estro (LEBLANC, 2008). Nesse viés, a JA Saúde Animal recomenda a utilização do Metrifim, medicamento antimicrobiano à base de Oxitetraciclina e mucolítico.

Conheça o Metrifim!

  • Metrifim é recomendado para o tratamento local da endometrite crônica.
  • Deve ser aplicado após a involução uterina, aproximadamente 30 dias após o parto.
  • O tratamento compreende uma aplicação diária intrauterina de um frasco de 100 ml durante 3 dias seguidos.
  • É importante que as infusões sejam realizadas fora do período de cio para que não ocorra refluxo do medicamento.


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